Política

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ACESSOS

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pesquisa Instituto Directa 'Analisem'


Foi publicada neste domingo pesquisa realizada pelo Instituto Directa no Distrito Federal, nas seguintes localidades do DF: Águas Claras; Asa Sul; Asa Norte; Brazlândia; Ceilândia Norte e Sul; Cruzeiro Novo e Velho; Fercal; Guará I e II; Gama; Granja do Torto; Itapoã; Jardim Botânico; Núcleo Bandeirante e Candangolândia; Lago Sul; Lago Norte; Planaltina (Vale do Amanhecer); Paranoá; Park Way; Recanto das Emas; Riacho Fundo I e II; Samambaia; Santa Maria; São Sebastião; Sobradinho I e II; Sudoeste/Octogonal; Taguatinga Norte e Sul; Varjão; Vicente Pires; Vila Planalto; quando foram ouvidos 1.000 (mil) eleitores

Foram verificados os seguintes quesitos:

Sexo; Faixa Etária; Escolaridade; Nível de Renda; Avaliação Administrativa do GDF; Espontânea para Distrital; Estimulada para Distrital; Espontânea para Deputado Federal; Estimulada para Deputado Federal; Estimulada para Senador ; Espontânea para Governador; Estimulada para Governador ; Rejeição/Governador ;Estimulada para Presidente.

 
Fonte: Postado por Do Cafezinho.

Alberto Fraga e a Rádio Corredor

Os principais aliados de José Roberto Arruda (PR) não acreditam mais em sua candidatura. Isso já é fato. Passamos a tarde desta sexta-feira (29) apurando como anda as coisas lá pelas bandas arrudistas. O que ficamos sabendo é que os nomes de Alberto Fraga (DEM), Gim Argello (PTB) e Jofran Frejat (PR) são os mais cotados para ser o tão comentado plano "B." Ouvimos uma pessoa muito próxima ao candidato que foi clara. "Arruda precisa abrir mão logo. Ele tem que mostrar que está pensando no grupo. Isso não pode ser levado como um problema pessoal," disse a fonte. Até o momento o nome que tem conseguido mais apoio é presidente do DEM Alberto Fraga. Veja mais alguns pontos que apuramos sobre a possibilidade de Fraga ser o substituto de Arruda.

Rádio Corredor

- Ligamos para Alberto Fraga que nem cogitou falar sobre o assunto.

- Fraga já foi sondado. Mas ainda não respondeu se toparia a parada.

- Parte do PSDB, PPS e outros partidos se animaram com uma possível candidatura de Fraga.

- Fraga teria o apoio do grupo de Eliana Pedrosa, já que foi fiel a seu grupo.

- Uma pesquisa encomendada pela turma de Fraga, o coloca com 12% sem o apoio de Arruda.

- O grupo político acredita que Arruda consiga sim, transferir parte de seus votos para o coronel.

- Nos debates políticos Fraga levaria uma grande vantagem sobre Agnelo e Rollemberg.

- "Pela amizade fidelidade de Fraga a Arruda ele merece ser o nome," disse um dos defensores de Fraga que não quis se identificar.

- Outra plataforma que pode ajudar Fraga é o seu mais de 500 mil votos como senador.

- Nesses últimos 3 anos e meio, mesmo sem mandato Fraga foi opositor ferrenho de Agnelo. Essa é uma das bandeiras dos seus aliados.

- A coligação de Arruda é composta por: PTB / PR / DEM / PRTB / PMN. Inclusive Fraga conseguiu reverter a proibição da executiva do DEM e na justiça manteve o Democratas na coligação.

Ganhando força

Essas situações foram todas apuradas ao longo da tarde por nosso blog. Só resta saber no que nisso vai dar. Mas uma coisa é certa: O candidato, a deputado federal, Alberto Fraga já foi sondado. Ainda não respondeu. E mais: parte de sua equipe e a sua família estão divididos sobre essa possibilidade. Nessas hora, o certo e o duvidoso entram na balança.

Não é mesmo?

Fonte: Por Odir Ribeiro.

Pulverização de bancadas pode ser até maior

As primeiras projeções sobre a configuração da próxima Câmara Legislativa sugerem um desenho muito parecido com o que surgiu das eleições passadas. Tudo indica que haverá uma extrema pulverização dos votos e que a maioria dos distritais fará parte de blocos do eu-sozinho. Quando começou a legislatura, nada menos do que 13 dos deputados, a maioria absoluta, eram os únicos eleitos por seus partidos. Apenas o PT fez bancada maior, com cinco distritais. PMDB, DEM e PPS contavam com dois, cada um. Este ano, constata o deputado Joe Valle (foto), hoje no PDT, tende a haver uma pulverização até maior, pois dificilmente o PT repetirá sua performance.

Candidatos “médios” dão as cartas

Criou-se nesta eleição uma lógica perversa para os partidos. Com peso nas instâncias decisórias e reforçados pela proximidade de campanha, os chamados “candidatos médios” — entenda-se por candidato médio quem imagina ter de mil a três mil votos — simplesmente vetaram coligações que incluíssem maior número nomes já testados, e aprovados, nas urnas. Foi o caso do PP, que tem dois candidatos fortes à Câmara Legislativa e por isso viu rejeitadas as possibilidades de coligação. Só conseguiu, à última hora e por imposição da cúpula, uma polêmica aliança com o PT. O resultado é que um grande número de chapas não conta com puxadores sérios de voto, mas apenas com candidatos de potencial menor.

Quociente eleitoral é preocupação de todos

O primeiro efeito dessa configuração é a dificuldade para atingir o quociente eleitoral, barreira para que o partido consiga eleger representantes. O resultado é que dos sete partidos que concorrem sozinhos, sem alianças, seis correm o risco de ficar de fora. Apenas o PMDB não deve encontrar dificuldades maiores. É altamente improvável que PCO e PSTU consigam alguma coisa. O PSOL já tentou três vezes, sem conseguir. Está nessa lista até o DEM, que em outros tempos tinha a maior bancada, também está sob ameaça.

Até o PT pode perder cadeiras

Mesmo as coligações, a maioria costuradas a duras penas, não têm garantia de ultrapassar o quociente. Das 11 que foram registradas, só cinco podem ter plena convicção de que conseguirão eleger distritais. Entretanto, sua composição também favorece a pulverização. É o caso da aliança entre PSB, PDT e SD. Deve fazer duas cadeiras e tem potencial para chegar a três. Isso significa que o SD deve ter um distrital e o PDT outro, podendo conseguir um segundo. A coligação de PP e PT fará cinco ou seis distritais. Matematicamente tornou-se improvável que os petistas consigam sequer manter a atual bancada de seis. O mais provável é que fiquem com quatro — e mesmo assim será o maior agrupamento da nova Câmara.

Três, só com milagre

Para as seis coligações restantes, caso consigam ultrapassar o quociente, o mais provável é que elejam apenas um distrital. Podem chegar a dois. Se houver um milagre, três. Uma vez mais, vale a regra da pulverização. Delas não sairão bancadas com mais de dois distritais. A próxima Câmara, do ponto de vista da composição partidária será muito, mas muito parecida com a atual.

Fonte: Informações Eduardo Britto - Do Alto da Torre - Jornal de Brasília

TSE nega pedido do Ministério Público para suspender campanha de Arruda

Ministro Dias Toffoli negou nesta segunda-feira (1º/09), pedido do Ministério Público Eleitoral para que fosse cancelado o registro e suspensos os atos de campanha de José Roberto Arruda (PR)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, negou nesta segunda-feira (1º/09), pedido do Ministério Público Eleitoral para para que a Corte encaminhasse ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE/DF) comunicação para cancelar o registro e suspender os atos de campanha de José Roberto Arruda, candidato ao GDF.

O Ministério Público pedia o indeferimento da candidatura e a suspensão da campanha de Arruda

Na decisão individual, o ministro informou que a defesa de Arruda entrou com embargos de declaração, com pedido de efeitos modificativos no dia 30 de agosto no TSE, para que seja provido o recurso que pede a modificação da decisão. O relator, ministro Henrique Neves, ao acolher os embargos, determinou a intimação de José Roberto Arruda e da coligação União e Força, que o apoia, para se manifestarem no prazo de três dias. 

De acordo com o procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, o TSE publicou em sessão, na madrugada do último dia 27, a decisão colegiada que indeferiu o registro do candidato, o que já poderia operar efeitos no mundo jurídico. 

Fonte: Correio Braziliense.

domingo, 31 de agosto de 2014

Raimundo Ribeiro 45678 - PSDB

Raimundo Ribeiro - PSDB 45678 - Para decidir em quem votar, faz-se necessário estabelecer alguns critérios. Dentre eles, dois são fundamentais: análise criteriosa do passado do candidato e levantamento dos trabalhos por ele prestados ao Distrito Federal.

Raimundo Ribeiro tem uma história de trabalho digno, tanto como Secretário na Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal, como no mandato de Deputado Distrital, funções essas que exerceu entre os anos de 2007 a 2010. ‪#‎Vote45678‬ ‪#‎RaimundoRibeiro‬ ‪#‎RR45678‬ ‪#‎FichaLimpa‬ ‪#‎Trabalhador‬ ‪#‎ConstruindoCidadania‬ ‪#‎PorUmFuturoMelhor‬ - Informando e Detonando

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À Queima Roupa: Flávia Peres Arruda

Flávia Peres Arruda, ex-primeira-dama do DF.

Seu nome aparece como possível candidata ao GDF, caso Arruda fique impedido de concorrer. Estaria disposta a assumir a chapa, se fosse necessário?

Aqui em casa, a política é exercida unicamente pelo Zé Roberto e por mais ninguém. Eu o apoio, dou minhas opiniões. Mas ele é o político, é a referência, é o líder. E falo mais, só quem não o conhece pode imaginar que ele desistiria dessa candidatura.

Se não for você, a quem Arruda delegaria essa missão?

Eu acho que ninguém é mais preparado para esse cargo do que ele. Como confio na Justiça e acredito que vamos vencer essa batalha, a missão não precisa ser passada a ninguém.

Arruda é líder nas pesquisas e tem chance até de vencer no primeiro turno, se permanecer na disputa. Depois de tudo o que houve com ele entre 2009 e 2010, essa recuperação com parte da opinião pública já significa uma vitória pessoal para ele?

Acho que é o reconhecimento da população ao excelente governo que ele fez.

Acredita que o Supremo vai derrubar a decisão do TSE sobre o registro do Arruda?

Sim. Como estudante de direito, não acho comum se dar interpretações diferentes à mesma lei. A lei tem que valer igualmente para todos. O mesmo direito que outros tiveram deve ser garantido a ele.

Arruda errou ao ir à casa de Eri Varela, um inimigo de outras campanhas?

Sim, errou e errou feio. Eu não queria nem falar nisso. Zé Roberto é um agregador, age com boa-fé. Mas eu acho que pessoas como essa não merecem sequer o nosso respeito.

Arruda afirma que o diálogo com Eri Varela foi normal, mas você acha que repercussão atrapalhou o resultado no TSE?

Acho que a conversa foi normal, sim, não tem nada demais. 

Ao lado do Arruda, você tem vivido altos e baixos na vida pública. Como você enfrenta isso?

Enfrento de cabeça erguida por acreditar e confiar no meu marido. Confesso que nem sempre é fácil. Acaba envolvendo toda a família, que sofre junto. Mas a verdade é que o que realmente importa, é a nossa família, nosso dia a dia, nosso convívio. E isso não muda, independentemente da circunstância política.

Qual conselho você costuma dar a ele?

(risos) Tem um que eu repito mil vezes por dia: pense bem antes de agir, respire, reflita, não faça as coisas por ímpeto. Também falo muito que ele confie mais em Deus e menos nas pessoas. Quando ele ler isso, vai ficar com vontade de rir de tanto que eu falo pra ele.

Fonte: Coluna Eixo Capital.

Eleições: Dias decisivos para a disputa no DF

Flávia, ao lado de Arruda: Escolha pela mulher do ex-governador pode ser a mais acertada, de acordo com aliados.

Em breve, o presidente do TSE, Dias Toffoli, despachará pedido do Ministério Público de suspensão da campanha de Arruda. Com as sucessivas derrotas na Justiça Eleitoral, aliados do ex-governador já pensam em nomes para substitui-lo na chapa.

A campanha do ex-governador José Roberto Arruda (PR) para tentar voltar ao Palácio do Buriti entra em momentos decisivos a partir dos próximos dias. Restam duas semanas para que a coligação possa tomar a decisão de substituir o cabeça da chapa ou mantê-lo no páreo, sob o risco de ficar sem candidato nas próximas eleições. A data de 15 de setembro é considerada o marco temporal para mudanças porque, a partir daí, encerra-se a possibilidade de alterações. Ainda que Arruda adote um discurso otimista, o grupo mais próximo de aliados começa a analisar qual é o candidato mais viável num plano B (ver quadro).

Sexta-feira, 29 de agosto, Setor Sul do Gama. A tarde chega ao fim e cerca de 300 pessoas a maioria vestindo camisetas ou balançando bandeiras verdes se acotovelam para ouvir Arruda falar. Ele repete um discurso que vem fazendo desde o início da campanha e, principalmente, nos últimos dias, desde que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro de sua candidatura. “Não sou covarde, não sou frouxo. Se fosse, não tinha chegado até aqui. Não está sendo fácil, reconheço, mas vou até o fim. Eu não desistirei”, discursa. As pessoas aplaudem e gritam, incentivando o ex-governador.

Entre os aliados de Arruda, a avaliação é de que ele está determinado a continuar. Isso, aliás, é motivo de preocupação. Afinal, se ele ultrapassar a data decisiva de 15 de setembro na cabeça de chapa, pode colocar a perder boa parte do trabalho da coligação, caso não consiga reverter na Justiça a sua condição de ficha suja.

Se a chapa é cassada até o primeiro turno, por exemplo, apenas os outros adversários inscritos concorrem. Se a decisão da Justiça barrar a candidatura entre o primeiro e o segundo turnos, os dois candidatos mais bem classificados além dele vão para a disputa. Se Arruda vencer e continuar ficha suja após as eleições, os votos são anulados e nova eleição é convocada.

Desde que as articulações para reunir o grupo começaram a ser feitas, muito antes do período eleitoral, Arruda tem procurado ouvir a família Roriz (que agrega PMN e parte do PRTB), o ex-senador Luiz Estevão (presidente regional do PRTB), o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM) e o senador Gim Argello (presidente regional do PTB). Outro interlocutor próximo é o candidato a vice Jofran Frejat (PR). A última decisão de Arruda foi tomada após consultar familiares e advogados.

Opções

Luiz Estevão, Frejat, Gim e a família Roriz entenderam que a permanência de Arruda favoreceria toda a coligação, incluindo o candidato ao Senado e os concorrentes à Câmara Legislativa e à Câmara dos Deputados. Fraga também se posicionou no mesmo sentido, mas foi um dos únicos a falar em uma nova opção em caso de queda do ex-governador. “Vamos juntos até quando os recursos se esgotarem. A Justiça está sendo célere na análise do caso do Arruda e esperamos ter uma resposta até 15 de setembro”, disse ele, na semana passada, ao Correio.

Arruda tem usado o caso de Joaquim Roriz para ilustrar o seu próprio. Em 2010, sob risco de ser considerado inelegível, ele abriu mão da disputa em nome da mulher, Weslian Roriz (então no PSC), no meio da campanha ela acabou derrotada. A encruzilhada do grupo de Arruda é saber qual o potencial de transferência de votos que ele teria. “A grande questão é saber se o eleitor vai votar na Flávia Arruda (mulher do ex-governador) ou no Jofran (Frejat, candidato ao vice) com a mesma certeza de que votaria no Arruda. Ela pode ser a melhor alternativa, pois é conhecida e não tem telhado de vidro, além de ter traquejo e acompanhá-lo sempre. Temos que começar a pensar nisso tudo”, afirma um aliado do grupo.

A busca por uma solução também entra na esfera jurídica. Em 9 de julho, o ex-governador foi condenado pela 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) por improbidade administrativa pelo envolvimento nas ações investigadas pela Operação Caixa de Pandora em 2009 — o que o deixaria inelegível à luz da Lei da Ficha Limpa. Os advogados tentam reverter a decisão dos desembargadores no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, assim, “limpar” o nome de Arruda.

Sem campanha

O TSE deve julgar esta semana um pedido feito pela Procuradoria-Geral Eleitoral para que Arruda seja impedido imediatamente de fazer campanha para o Palácio do Buriti. O procurador-geral, Rodrigo Janot, fez o requerimento por considerar que, como o ex-governador é ficha suja, não pode ser eleito, tampouco tomar posse. Dessa forma, a permanência dele na campanha engana e confunde o eleitor. Um dos ministros do TSE e STF, Luiz Fux, já defendeu a saída do candidato da campanha. Fux acredita que Arruda já está inelegível e que a permanência dele na disputa pode deixar a decisão com cara de “faz de conta”.

QUEM SUBSTITUI ARRUDA?

» Jofran Frejat (PR): o médico subiria para a cabeça de chapa. Nesse caso, outro nome ocuparia a vaga de vice.

» Flávia Peres Arruda (PR): mesmo sem ter disputado eleição, a mulher de Arruda é conhecida. Ela ocuparia o lugar do marido.

» Alberto Fraga (DEM): é outro que tem sido citado. Mas ele pensa que tem grande chance de chegar à Câmara dos Deputados e correria o risco de trocar o mais certo pelo duvidoso.

» Gim Argello (PTB): aliado de Agnelo até as vésperas da campanha, o senador poderia entrar na disputa ao governo e se arriscar, pois seu desempenho nas pesquisas para o Senado tem sido ruim.

Fonte: Por Almiro Marcos - Correio Braziliense.

Até o fim 'José Roberto Arruda'

O candidato ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda jogou um balde de água fria nas pretensões de alguns aliados que sonhavam com a desistência do candidato e apostando na perspectiva de assumir a vaga. 

Ao declarar que não desiste e que vai levar ate o fim sua candidatura, está exigindo o empenho total, mesmo daqueles que tiveram o sonho interrompido. 

Para a militância arrudista, o candidato está que nem massa de pão, que quanto mais bate, mais cresce. 

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Eleições 2014: No DF, principal promessa eleitoral é ‘não roubar’

Sem debate de propostas nem renovação política, a principal promessa eleitoral no Distrito Federal é "não roubar".

Faroeste Caboclo: Com candidatos envolvidos em casos de corrupção, ataques aos adversários e promessas de um governo honesto viram pano de fundo de campanhas.

(Da esq. para a dir.) Os candidatos ao governo do Distrito Federal: Rodrigo Rollemberg (PSB), Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) durante debate
 
“É uma política de faroeste, mas a gente não encontra o mocinho", Paulo Kramer, cientista político da Universidade de Brasília (UnB).

Há mais de uma década, o eleitor do Distrito Federal acostumou-se ao lamentável roteiro de ver seus governadores, assessores e deputados às voltas em escândalos de corrupção. O primeiro senador cassado desde a redemocratização do país, Luiz Estevão, foi eleito pelo Distrito Federal. O primeiro governador preso, José Roberto Arruda, também. Arruda, aliás, é um dos protagonistas das eleições deste ano e lidera as pesquisas de intenções de voto pelo Partido da República (PR). Disputa o cargo com o enrolado governador Agnelo Queiroz, do PT, alvo de três investigações sigilosas no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Depois de participar da violação do painel eletrônico no Senado, em 2001, quando renunciou ao mandato para evitar um processo de cassação, Arruda foi flagrado em vídeo recebendo dinheiro de propina no escândalo conhecido como mensalão do DEM, em 2009. Acabou encarcerado por dois meses, mas isso não o impediu de voltar à cena política. O ex-governador teve o registro cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aguarda uma definição do Superior Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade de disputar as eleições. Enquanto isso, segue em campanha, afirma ter sido vítima de um golpe, e promete um governo livre de corrupção.

Nestas eleições, Arruda concorre com o apoio de outro ex-governador cuja trajetória também acabou em páginas policiais de jornais. Joaquim Roriz, com base eleitoral nas cidades mais pobres do Distrito Federal, governou a capital do país quatro vezes e agora, impedido de disputar as eleições por ser ficha-suja, tenta manter a influência indicando cargos de confiança em uma eventual gestão Arruda. Além de herdeiros políticos, como o senador Gim Argello (PTB) – que responde a três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) –, Roriz lançou a mulher, Weslian, como candidata à primeira suplente do Senado. A família também vai às urnas com as filhas Liliane e Jaqueline Roriz, o sobrinho Dedé Roriz e o neto, Joaquim Roriz Neto, que tentam vagas na Câmara Legislativa e na Câmara Federal.

“O Distrito Federal carrega essa mácula da velha política. Brasília são duas cidades: uma na Esplanada dos Ministérios, a da representação oficial, e outra que ainda guarda uma característica de fronteira e atrai muitas pessoas a tentarem a vida aqui”, avalia Paulo Kramer, cientista político da Universidade de Brasília (UnB). “A política não deixa de refletir essa realidade: é uma política de faroeste, mas a gente não encontra o mocinho.”

Telhado de vidro – Suspeitas de corrupção também cercam o segundo colocado na corrida, Agnelo Queiroz, citado no esquema de desvio de dinheiro do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, pasta que comandou entre 2003 e 2006. Não para aí: ele também é investigado em esquema de fraudes e cartel durante sua gestão como diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e nas ações que levaram à prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira. Mas seu lema é que “a sujeira e a corrupção não podem voltar a ser a marca do DF”.

Se a ascensão de Arruda reflete uma síntese do atraso da política brasiliense, também é reveladora do descontentamento da população com o atual governo de Agnelo, cuja taxa de rejeição é de 43%. Governada por um médico, a capital do país é a unidade da federação que mais investe em saúde por ano – tem um gasto anual de 1.042,20 reais por pessoa –, mas registra o pior número de leitos e o mais baixo índice de cobertura em setores da atenção básica, agentes comunitários e equipes de saúde da família, segundo o Conselho Federal de Medicina. A situação se repete na educação, com índices de aprovação dos ensinos médio e fundamental em queda, na segurança pública, cujo número de furtos e roubos é crescente, no trânsito caótico no Plano Piloto e na descontrolada invasão de terras.

No entanto, em vez de discutir os problemas crônicos da cidade, os principais embates entre os candidatos levam o eleitor a um duelo onde imperam ataques e faltam propostas. Na última segunda-feira, o tema corrupção pontuou o debate promovido pelo SBT. “É impressionante o desprezo com a inteligência do povo do Distrito Federal. O Arruda é o discípulo da inverdade e ele continua com a velha maneira de fazer política”, disse Agnelo. A resposta veio no mesmo tom: “Agnelo, vejo você trêmulo e nervoso porque o seu governo foi um desastre. Quando eu vejo você falar de corrupção eu acho que você está olhando no espelho”.

“O Distrito Federal vive uma situação desmoralizante na política e nos serviços públicos. Os candidatos se concentram apenas em troca de acusações, e o prejuízo fica para o eleitor, que não é apresentado às propostas para reverter os principais problemas da cidade no ano que vem”, avalia David Fleischer, cientista político da UnB.

Terceira via – Empatado com Agnelo Queiroz nas pesquisas, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), que nunca exerceu um mandato no Executivo, preparou um bordão para se colocar como terceira via nas eleições deste ano: “Brasília não merece nem incompetência nem o ‘rouba mas faz’”. Ainda assim, o socialista está longe de ser uma renovação política: iniciou a carreira pública em 1995, na Câmara Legislativa, passou pela Secretaria de Turismo durante o governo do então petista Cristovam Buarque e foi aliado de Agnelo Queiroz até dezembro de 2012, quando desembarcou do governo para ajudar nos primeiros passos pela candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República.

As alianças com a velha política que domina o DF se repetem nos outros dois principais candidatos, que também se colocam como renovação: o deputado Luiz Pitiman (PSDB) foi presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) no governo de Arruda e, depois, secretário de Obras de Agnelo. O candidato Toninho do Psol, até os anos 2000, disputava as eleições como o Toninho do PT.
 
Sem debate de propostas nem renovação política, a principal promessa eleitoral no Distrito Federal é "não roubar".

Fonte: Por Marcela Mattos - Revista VEJA.

Garantindo dois Estados 'Dilma Rousseff'

A candidata a reeleição Dilma Rousseff está pedindo para a militância petista o empenho total em dois estados; Minas Gerais e Acre, onde ela vê maiores condições de vitória petista para o governo.

Em Minas Gerais a candidata Dilma Rousseff segundo pesquisas está praticamente empatada com o tucano Aécio Neves, Dilma já vem se empenhando em fazer o seu aliado político Fernando Pimentel, governador de Minas.

No Acre, terra de Marina Silva, a presidente Dilma também lidera nas pesquisas e quer ver o aliado Tião Viana continuar a frente do governo. O candidato petista também tem boas relações com Marina Silva, mas a tradição após a morte de Chico Mendes é a vitória petista.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Vereador de Fortaleza pelo PTC 'Aonde É'

O vereador de Fortaleza do parido (PTC) que registrou sua candidatura como “Aonde É” foi eleito pela comunidade do bairro Mon Jardim, considerado o mais violento da capital cearense.

O entregador de pizza que morava em uma humilde casa, hoje tem um patrimônio estimado em mais de cinco milhões de reais. A Polícia Federal investiga o enriquecimento ilícito e suspeita que o vereador esteja envolvido com o tráfico de drogas.

Aonde É já está pensando em deixar a política e seguir a carreira de empresário, em Fortaleza comentam-se nos bastidores que o vereador não chegará ao fim do mandato, pois é visível o enriquecimento ilícito.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Contaminado pelo escândalo 'Delcídio Amaral'


Apesar de estar liderando as pesquisas em Mato Grosso, o candidato petista ao governo, Delcídio Amaral, vem sendo atacado por adversários que exploram o escândalo da Operação Lava Jato envolvendo Paulo Roberto Costa, apadrinhado de Delcídio.

A delação premiada do ex-diretor da Petrobras pode levar o petista a derrota já que o assunto vem fazendo Delcídio cair nas pesquisas.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Questão de tempo 'André Vargas'


Além de ter de se preocupar com as manobras para tentar manter seu mandato o deputado federal André Vargas vai experimentar o maior golpe de sua vida política.

Acontece que o Partido dos Trabalhadores numa tentativa de responder a sociedade além de ver um dos seus mais antigo e importante quadro cair em desgraça com a Operação Lava Jato da Polícia Federal não se satisfez só em abandona-lo a própria sorte.

A legenda também pediu de volta o mandato do parlamentar. Ontem o Procurador Geral Eleitoral acatou o pedido do PT e mandou para o TSE o parecer em que apoia o pedido da legenda.

Há quem aposte que o tratamento digno de um cão sarnento dado a Vargas pelo Partido dos Trabalhadores não ficará sem resposta.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Eleições: Sorte no jogo, azar na Justiça 'José Roberto Arruda'

Depois de atingir quase 40% das intenções de voto, Arruda é derrotado no TSE e vê sua candidatura próxima do insustentável . 

Folha corrida: As encrencas do político

› Violou o painel eletrônico do Senado e perdeu o mandato em 2001.

› Foi deposto do Buriti, depois de filmado recebendo maços de dinheiro.

› Tornou-se o primeiro governador preso, por obstruir investigações policiais.

› Foi condenado em segunda instância por improbidade administrativa.

› Antes de ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa pelo TSE, foi exposto em vídeo contabilizando votos de ministros.

Concorrente ficha-suja: aliados vão pressioná-lo a desistir

Duas das estatuetas mais cobiçadas na entrega de um Oscar são a de ator principal e a de diretor. No filme de suspense da eleição para o governo do Distrito Federal, o candidato José Roberto Arruda (PR) pode concorrer em ambas as categorias. Dono de quase 40% das intenções de voto, ele protagoniza uma campanha de sucesso com boa parte dos eleitores, ainda que envolvida numa enorme insegurança jurídica. Na última terça (26), essa briga lhe rendeu uma punhalada irremediável: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o impediu de seguir no pleito. Arruda é um ficha-suja. Diante desse enredo, integrantes de sua coligação falam em desistir do ator principal e mantê-lo apenas como um líder por trás das câmeras. E já deram prazo até o dia 10 para ele reverter sua situação com a lei.

Desde o início da atual campanha, as encrencas de Arruda com a Justiça sempre mantiveram sua candidatura por um fio. Condenado por improbidade administrativa em duas instâncias, suas atuais sentenças o ligam ao maior esquema de corrupção já revelado no DF. Nessa trama, documentada em ampla filmografia, o político aparece recebendo propina das mãos de Durval Barbosa, articulador da saga de distritais que vendiam apoio ao governo. Os episódios seguintes foram a implosão da cúpula governamental, a prisão do ex-chefe do Executivo, a depressão e o ostracismo em São Paulo. Neste ano, Arruda reapareceu na cena candanga. Mais magro e bem-disposto, cercado por medalhões do mundo jurídico e obstinado em retomar o poder, ensaiou seu retorno. Sedutor, com uma lábia maior do que sua ficha corrida, conseguiu sócios para uma superprodução. Juntou-se a Joaquim Roriz, a quem considerava inimigo em 2010, e acertou um pacto com o senador Gim Argello (PTB). Candidato à reeleição na chapa do ex-governador, o petebista é considerado um 'sem-voto' ele era suplente de Roriz. Apesar disso, ostenta o requisito mais importante na arena eleitoral: dinheiro. Só dentro de casa, Argello acumula 800 000 reais em espécie. Muito para a maioria dos mortais, mas um troco para as cifras milionárias cobradas pelos escritórios de advogados que trabalham em favor de Arruda.

Bombardeado pelo complexo momento jurídico do ex-governador, esse tripé eleitoral apresentou sua primeira grande rachadura pública nesta semana. Poucas horas antes de ser julgado no TSE, Arruda foi surpreendido com uma gravação clandestina. Nas imagens, ele contabiliza votos de ministros do Judiciário. O conteúdo é fraco, mas o seu efeito deixou ainda mais sombrio o ambiente já desfavorável ao combalido candidato do PR. Antes da degola política na corte, ele sentiu a traição de alguns dos seus aliados. Quem gravou o vídeo foi Eri Varella, advogado e amigo de Joaquim Roriz.

Toda essa intrincada história pode promover Gim Argello à condição de cabeça de chapa. Uma das hipóteses desenhadas no grupo é fazer do senador o plano B na corrida ao Buriti. Nesse caso, já se especula que Arruda assumiria a coordenação-geral da campanha. Ele ainda poderia ser contemplado com a presença da mulher, Flávia, que herdaria o posto de vice. Mas há outros scripts. Num deles, Jofran Frejat (PR), hoje candidato a vice, lideraria a chapa. Luiz Pitiman, concorrente do PSDB ao governo, fez sua tentativa. Ligou para assessores do ex-governador se oferecendo como capitão do epílogo. O presidente da Fecomércio, o ex-senador Adelmir Santana (DEM), também foi sondado. Toda essa movimentação na coxia se deu enquanto Arruda, no palco, insistia em manter-se na disputa. Avisou que recorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF) e, até lá, permanece candidato. Seu grupo, no entanto, já deu sinais de que vai pressionar. Em reunião na quarta (27), aceitou apoiá-lo até o prazo limite de votação de um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados de Arruda confiam em que ele conseguirá manter-se no pleito se sair vitorioso nessa corte. Todavia, a paciência pode diminuir se a investida do procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, for bem-sucedida. Também na quarta (27), ele pediu ao TSE o impedimento imediato de Arruda na campanha.

Com o político do PR praticamente abatido e o governador Agnelo Queiroz (PT) em queda nos levantamentos de intenção de voto, um coadjuvante pode roubar a cena na disputa. Rodrigo Rollemberg (PSB) começou fazendo ponta, mas está ganhando espaço — sua rejeição é baixíssima (5%). Nas pesquisas, empatou com o petista. Membro do partido que surfa na comoção pela morte de Eduardo Campos (PSB), o socialista vai colar em Marina Silva. No cada vez mais imprevisível cenário político do DF, ele pode, quem diria, ser o grande vencedor do Oscar eleitoral.

Fonte: Por Lilian Tahan e Ullisses Campbell - Revista Veja Brasília.

Eleições: Marina Russomano?

Fenômeno nas pesquisas eleitorais, candidata do PSB corre o risco de naufragar ao detalhar suas propostas para o País. 

O discurso da construção de uma nova política que rejeita o toma lá dá cá e as alianças de caráter exclusivamente eleitoreiro não é novo, costuma trazer momentaneamente uma enxurrada de votos, mas não tem sido suficiente para levar seus protagonistas à vitória. O País vive seu mais longo período de democracia e o exercício do voto não é mais uma novidade. E, quanto mais madura for uma democracia, mais o eleitor é capaz de confrontar discursos e práticas políticas. Há dois anos, em São Paulo, na disputa pela prefeitura da maior cidade do País, o deputado Celso Russomano (PRB) subiu nas pesquisas eleitorais como um rojão. Assim como Marina Silva se confunde com a defesa do meio ambiente, Russomano trazia consigo o carimbo de xerife do consumidor. Como Marina, Russomano participava da eleição com um partido de pouca densidade eleitoral. Na primeira semana de setembro de 2012, as pesquisas mostravam o deputado com 35% das intenções de voto. Na liderança de uma disputa que contava com políticos como José Serra e o ex-presidente Lula carregando no colo seu afilhado Fernando Haddad. Mas, com o início dos debates e a proximidade da eleição, o candidato foi desafiado a dar detalhes sobre seus projetos concretos para uma cidade com problemas de dimensão nacional. E nesse momento, quando o discurso genérico precisou ser confrontado com propostas específicas e detalhadas, a disputa ganhou outro ritmo. O deputado apresentou propostas improvisadas e sem respaldo técnico, como a que tornava o ônibus mais caro àqueles que morassem mais distante do lugar de trabalho e em apenas dez dias viu sua candidatura naufragar. Chegou na eleição em terceiro lugar e nem sequer disputou o segundo turno.

No plano nacional, em 2002, o então candidato à Presidência da República Ciro Gomes também apresentou-se ao eleitorado como o “novo”, contrário às alianças oportunistas. Apresentava à sociedade uma série de propostas genéricas e propunha mudanças econômicas sem detalhar exatamente como iria executá-las. No final de julho chegou a contar com 28% das intenções de voto, superando o então candidato tucano, José Serra, e empatado tecnicamente com Luiz Inácio Lula da Silva. Pressionado a explicar seus projetos com maior profundidade, o candidato reagiu com arrogância e passou a ver seus votos irem embora. No final de agosto, quando perguntado sobre a participação da atriz Patrícia Pillar – sua mulher na época – na campanha, respondeu: “Minha companheira tem um dos papéis mais importante, que é dormir comigo”. Quando as urnas foram abertas, Ciro Gomes somava apenas 11% dos votos, chegando em quarto lugar.

Marina Silva é muito diferente e tem trajetória política absolutamente distinta da de Celso Russomano. Ela também não tem o destempero verbal de Ciro Gomes, mas pela primeira vez se depara com a situação de ser uma alternativa real de poder. Chega, então, o momento em que também ela terá que explicar ao eleitor os detalhes do que pretende fazer se vier a ocupar o Palácio do Planalto. Daqui até a eleição, o eleitor espera ouvir propostas detalhadas e factíveis e certamente vai relacionar discursos eleitorais e práticas políticas. O desafio está posto.

Fonte: Por Mário Simas Filho - Revista ISTOÉ.

Governadores em risco eleitoral


Depois que 79% do eleitorado expressaram desejo de mudança em pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-Feira, e após as manifestações que tomaram as ruas em junho do ano passado, os chefes dos governos estaduais em 16 das 27 unidades da Federação estão em situação difícil nas eleições deste ano. A crise afeta tanto os que disputam a reeleição quanto os que tentam emplacar o sucessor. Dos 17 que buscam um segundo mandato, apenas cinco lideram as pesquisas de intenção de voto. Três estão empatados, e seis, em desvantagem, de acordo com pesquisas Ibope e Datafolha. Não há levantamentos desses institutos no Espírito Santo, na Paraíba nem em Tocantins, onde os governadores disputam a reeleição. Em 2010, dos 18 que tentaram a reeleição, 13 foram bem-sucedidos, ou 72%.

Para o cientista político Claudio Couto, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse cenário é reflexo, sobretudo, das manifestações de junho:

- As manifestações já refletiam alterações na avaliação das condições gerais do país. Em março do ano passado, as pesquisas já mostravam que a opinião sobre a inflação começava a piorar, e essa é a política pública que mais afeta o humor da população. Esse mau humor dispersa em outras instâncias de governo (além da federal).

A análise do cenário eleitoral feita pelo cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), foi na mesma linha, destacando que há um desejo de mudança tanto no plano estadual quanto no federal, expresso no percentual de intenções de voto na candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva. Na pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira, ela está empatada com a presidente Dilma Rousseff, com 34%:

- Muita gente que ia votar em branco ou nulo escolheu Marina para protestar. De uma hora para outra, ela se tornou competitiva. Há uma identificação forte de Marina com mudança, sem fazer juízo de valor - afirmou Caldas.

Ele ressalta, no entanto, que, nas eleições, a mudança não é necessariamente para melhor:

- As pessoas estão um pouco cansadas, há um pessimismo generalizado. As pessoas querem mudança, mesmo que não seja espetacular. E mudança pode ser para melhor ou para pior. No Distrito Federal, por exemplo, o candidato de oposição, (José Roberto) Arruda, lidera. Ele já foi situação e é ficha-suja - disse ele.

Pesquisa Ibope divulgada na última terça-feira mostra o ex-governador José Roberto Arruda (PR) com 37% das intenções de voto para o governo do Distrito Federal, e o atual governador, Agnelo Queiroz (PT), com 16%, empatado com Rodrigo Rollemberg (PSB).

A candidatura de Arruda, porém, está sub judice. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determine o cancelamento imediato da candidatura de Arruda ao governo do Distrito Federal. O TSE confirmou a impugnação da candidatura do ex-governador na última terça-feira, com base na Lei da Ficha Limpa, mas ainda cabe recurso. Arruda foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça a partir de um dos processos do mensalão do DEM.

Um dos exemplos do aparente desejo de mudança é o Rio Grande do Sul. Lá, a senadora Ana Amélia (PP) está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, com 39%. O governador Tarso Genro (PT), que disputa a reeleição, está em segundo lugar, com 30%.

Aliado de Tarso, o senador Paulo Paim (PT/RS) minimizou o quadro, afirmando que o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV começou agora, no dia 19 de agosto, assim como os debates na televisão. Para o petista, Tarso ainda terá a oportunidade de mostrar o que fez em sua gestão:

- Há no ar, claramente, uma onda de mudança. Quem conseguir se consolidar e mostrar o que fez será reeleito. A população não está mais preocupada com o discurso ideológico, quer ver o que você fez.

Em outra frente, os governadores que tentam eleger seu sucessores enfrentam ainda maior dificuldade. Nos oito estados onde há pesquisa, os projetos de continuidade passam aperto. Apesar de estarem em desvantagem neste momento, em dois estados os candidatos apoiados pelos governadores estão em trajetória ascendente. Em Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) cresceu 18 pontos percentuais em um mês, após a morte do candidato do PSB à Presidência da República e ex-governador do estado, Eduardo Campos, que era seu padrinho político. Na liderança está o candidato do PTB, Armando Monteiro, com 38%. Câmara tem 29%.

Já na Bahia, Rui Costa (PT), que tem o apoio do governador Jaques Wagner (PT), cresceu de 9% para 15% entre junho e agosto, conquistando o segundo lugar, mas ainda bem atrás do ex-governador Paulo Souto (DEM), que já comandou o estado por duas vezes e está com 44%.

Fonte: EBC / O Globo.